segunda-feira, 18 de junho de 2018

André Moura diz em entrevista que Jackson Barreto deu calote nas prefeituras

Em entrevista ao radialista George Magalhães, do programa 'Jornal da FAN', da rádio FAN FM na manhã desta segunda-feira, 18, o deputado federal André Moura (PSC), acusou o governador de Sergipe de ter dado calote nas prefeituras, quando não repassou o valor correto da arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) às gestões municipais de Sergipe. 

André também rebateu as declarações do ex-governador de Sergipe, Jackson Barreto (MDB), que disse à imprensa que Moura era responsável pela demora na liberação do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa).


André Moura disse que Jackson usou dinheiro que seria destinado à Saúde e à Educação para pagar servidores e isso comprometeu o desempenho dessas áreas em Sergipe. “O estado enfrenta índices horríveis de educação e isso é prova do desgoverno de Jackson Barreto. Ele não teve capacidade de administração. O estado deve repassar ao município 25% do que for arrecado com ICMS e desde 2014 esses repasses não acontecem em sua totalidade, isso é irresponsabilidade”, afirmou.

Jackson já foi aliado e inimigo de todo mundo

André Moura, é o líder de Temer no Congresso Nacional e pré-candidato a senador. Segundo ele as declarações de Jackson Barreto são extremamente comum nesse período de pré-campanha, ainda mais porque o ex-governador também disputa uma vaga no Senado. “Jackson já foi aliado e inimigo de todo mundo. Faz parte do perfil dele fazer elogios quando precisa da pessoa e detonar com o indivíduo quando não lhe é mais favorável. Chego no período de pré-campanha e ele coloca a artilharia dele em prática”, afirmou.


André Moura disse ainda que não tem poder de fazer a liberação dos recursos. “Sergipe está entre os nove estados que ainda não tiveram o benefício liberado. O Tribunal de Contas da União pediu que esses estados apresentem outra forma de garantia do pagamento, diferente da apresentada até agora, que coloca o Fundo de Participação dos Estados (FPE) como garantia, o que coloca o pagamento dos servidores em risco. Quando as adequações a essa exigência forem feitas, creio eu que não haverá nenhum impedimento”, pontuou.

Questionado se quando liberou recursos ou intermediou alguma discussão entre JB e Temer André se sentiu usado, ele respondeu que não. “O meu trabalho é por Sergipe, independente do gestor ser da situação ou oposição. Segurar recursos pelo fato do gestor não ser do seu bloco é uma política atrasada”, finalizou. As informações são do FAN F1.


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