quarta-feira, 2 de maio de 2018

Lojas de Aracaju são fechadas por causa crise financeira

Muitos empresários encerram atividades e mantém empresa ativa.

A crise já está afetando diretamente o comércio sergipano. Muitos empresários estão encerrando as atividades, fechando lojas no centro da cidade e também nos grandes centros de compras, os conhecidos shoppings centers existentes na capital sergipana. O número de lojas fechadas é incerto, mas dirigentes de entidades que representam os lojistas acreditam que pelo menos sete empreendimentos tiveram atividades encerradas em um dos maiores shoppings de Aracaju.

Na ótica do empresário Gilson Figueiredo, presidente do Sindicato dos Lojistas do Estado de Sergipe, esta realidade é reflexo de uma série de fatores que exercem influência na economia e afetam segmentos variados no país. “São dificuldades que todos enfrentam com a retração das vendas”, diz o empresário. “É um problema que está acontecendo em todos os segmentos. Alguns com mais intensidade e outros com menos intensidade”, complementa Figueiredo.

Em referência ao encerramento de atividades dos estabelecimentos nos shoppings, os representantes dos lojistas observam que, ao contrário do que todos imaginam, o problema não está restrito aos custos operacionais classificados como elevados nestes empreendimentos. “O custo pode influenciar, mas não é o principal fator. Quando o empresário assina o contrato já faz projeção de venda e custo. O problema é realmente a queda de receita, que é consequência da falta de vendas”, observa o empresário Alisson Andrade, presidente da Associação dos Lojistas do Shopping Riomar.

O presidente da Associação dos Lojistas do Shopping tem o mesmo entendimento do presidente do Sindicato dos Lojistas do Estado e vê o encerramento de atividades de algumas lojas daquele shopping como consequência da queda nas vendas. “Há uma série de notícias negativas para o comércio e o varejo está passado por contração de vendas muito grande”, analisa. “E se continuar como está, outras lojas serão fechadas até o meio do ano”, ressalta.

Baixa na Junta Comercial

Pelos números apresentados pela Junta Comercial, a extinção de lojas está em baixa. Mas o histórico da Junta não representa a realidade atual. Conforme a assessoria de imprensa, quando há a extinção das empresas, a atividade já foi encerrada há muito tempo. É que os empresários encerram as atividades na prática, mas mantêm a empresa ativa nos registros dos órgãos oficiais.

No primeiro trimestre deste ano, o número de empresas extintas caiu 1%, se comparado com o mesmo período do ano passado. Enquanto no primeiro trimestre do ano passado 730 empresas foram extintas, neste ano, entre os meses de janeiro a março, foram extintas 723. Em proporção inversa, está o número de empresas constituídas neste mesmo período, que aumentou 9%. No primeiro trimestre do ano passado, 919 novas empresas foram constituídas e neste ano este número aumentou para 1002.

A reportagem do Portal Infonet tentou ouvir a administração dos dois shoppings centers de Aracaju sobre este cenário, mas não obteve êxito. A assessoria de imprensa se comprometeu a enviar os dados, mas até a publicação desta matéria, não se manifestou.  As informações são de Cássia Santana, do portal Infonet.

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