terça-feira, 24 de abril de 2018

Empresário Pepa de Bala concede entrevista ao Jornal 'A Voz dos Municípios'

A entrevista foi publicada na edição de abril deste ano, a mais recente do periódico laranjeirense. De forma especial e para repercutir a brilhante entrevista, estamos postando completamente na sequência desta matéria.

Pepa, Há 12 anos a TRANSBALA investe acreditando no Brasil.

Nosso entrevistado desta edição é o empresário do ramo de transporte Emanuel Leite conhecido por todo por Pepa de Bala. Como vários laranjeirenses de origem humilde, Pepa também enveredou no ramo de transporte a granel e com uma nova metodologia de atendimento aos clientes e parceiros, a empresa cresceu. Pepa passa detalhes nessa entrevista:

A VOZ - Qual a missão da TransBala e quantos anos no mercado de transporte? 

PEPA – A Transbala nesses 12 anos de atividades começou pequena, mas a lei do mercado requer ousadia, dedicação e responsabilidade. Nossa missão é “Solidez e Confiança”.

A VOZ - Os Transportadores de Laranjeiras visam às cargas das indústrias aqui instaladas e nas redondezas. A notícia que a FAFEN iria parar preocupou o mercado? 

PEPA – Lógico que preocupou o seguimento de transporte e mais ainda aos pequenos comerciantes, donos de restaurantes pequenos, enlonadores, motoristas, o senhor da barraquinha etc. Para Laranjeiras seria uma tragédia porque perderia mais de 30 por cento da sua receita e comprometeria a estabilidade de servidores concursados além dos serviços de conservação da cidade. Com tanto dinheiro a cidade parece abandonada imagine sem receita.

A VOZ - Hoje a TransBala gera quantos empregos direta e indiretamente?

PEPA - 30 pessoas direta e indiretamente vivem da Transbala. Incluindo a minha família, 33 (risos)

A VOZ - Para os transportadores a TransBala é uma das mais organizadas do Estado. Hoje vocês estão entre as três maiores?

PEPA – Podemos dizer que sim. Outros colegas transportadores são maiores no transporte de fertilizantes, nós no transporte de matéria prima para indústrias. Temos sede própria e uma frota sempre renovada. 


A VOZ - Pagar frete a vista foi um diferencial?

PEPA – Queríamos assim que iniciamos fazer um diferencial e uma reclamação dos parceiros caminhoneiros era como receber o seu frete. Oferecemos à opção do pagamento a vista e deu certo. Outros colegas seguiram.

A VOZ - Sua família sempre esteve ligada a politica local. O senhor sendo do meio empresarial, com experiência em gestão, acredita que pode ajudar a Laranjeiras, vindo a disputar, no futuro, algum mandato eletivo?

PEPA – Sempre estive envolvido nas campanhas do meu pai e nas do meu irmão Juca de Bala. Como eleitor e como cabo eleitoral. A politica é uma arte de proporcionar oportunidades de servir aos seus conterrâneos e a cidade, é também uma paixão. Tem fatos que nos desagrada, mas também tem momentos bons quando o gestor entrega uma grande obra e vê sua comunidade satisfeita. Ser querido como líder é o que todos desejam seja qual for o seguimento. Eu posso afirmar que estarei sempre servindo ao nosso grupo politico como disse antes, como eleitor e cabo eleitoral. Se algum dia essa ordem se inverter não faltarei a Laranjeiras e ao seu povo. No momento me dedico exclusivamente à empresa e sou parceiro de todas as convocações quando nos pedem ajuda para eventos sociais das comunidades.

A VOZ - Seu pai foi vereador e vice-prefeito. Seu irmão Juca também chegou a chefia maior do município. Ser prefeito de Laranjeiras é também seu objetivo? 

PEPA – A pergunta é quase a mesma. O repórter quer me comprometer (risos). Meu foco é a Transbala, meu trabalho, meu sustento. Mas continuarei fazendo politica. Vejo grandes nomes e filhos de Laranjeiras. A Câmara tem bons nomes, bons líderes e estão no nosso agrupamento. Posso garantir que estarei seguindo o que o nosso grupo decidir.

A VOZ - O senhor é acessível, se diverte na cidade, seus amigos aqui estão. Essas características ajudam a ser um bom gestor público?

PEPA – A gestão pública é bem diferente da privada. Ser tolerante e pensar no coletivo são bons princípios. Ser acessível e conviver com os amigos, com os contrários faz parte. Apenas tenho facilidade, sou de Laranjeiras. Trabalho com pessoas de Laranjeiras e quando a lazer é sempre estou com pessoas de Laranjeiras. 


A VOZ - Voltando a Transbala quem são seus clientes?

PEPA – Os primeiros 3 anos da nossa empresa transportávamos produtos da unidade da CIMESA para a fábrica da MIZU no Espirito Santo. Prestamos um bom serviço, tratamos com responsabilidade todos nossos compromissos e isso fez com que esses grandes grupos continuassem acreditando na nossa melhor prestação de serviços.

A VOZ - Mas hoje o senhor trabalho somente no Estado?

PEPA – Sim, mas os clientes são os mesmos. Mantemos na CIMESA uma base de carregamento e carretas transportam produtos para alimentar fornos na fabrica de cimento da MIZU em Pacatuba. Transportamos para MIZU há 11 anos e essa relação de confiança tem sido o caminho que continuamos a seguir. Você falou de acessibilidade, confesso que aprendi muito com o líder de fábrica da MIZU Dr. José Djalmy Nunes a quem damos satisfação dos nossos serviços, obrigações de licenças dos órgãos governamentais, certidões negativas e relatórios de cargas. Mas a sua relação com o prestador de serviços e colaboradores é invejável pela simplicidade. Preciso do meu cliente e preciso do meu colaborador. Tenho que ressaltar, também, o respeito com que meus colaboradores e a nossa empresa recebem do lí- der de produção Dr. Davi Oliveira e a presteza de Dr. Genisson Melo, líder de almoxarifado. Tenho aprendido com todos. Os pontos positivos que alcançamos na Transbala vem muito do respeito aos nossos clientes e colaboradores. Responsabilidade, pontualidade e comprometimento com o serviço que vendemos. Ninguém cresce sozinho.

Do Jornal 'A Voz dos Municípios'

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