quinta-feira, 15 de março de 2018

Supremo Tribunal Federal investiga parlamentares sergipanos sobre as eleições 2014

O deputado federal André Moura e o senador Eduardo Amorim são os investigados.

O repórter do Estadão, Fausto Macedo, publicou em seu blog a informação que mais repercutiu nos bastidores da política sergipana, nesta quinta-feira, 15. O Supremo Tribunal Federal (STF), através de medida cautelar da ministra, Rosa Weber, acolheu pedido Procuradoria Geral da República (PGR) e quebrou o sigilo bancário das campanhas de 2014, do líder de Temer o deputado federal André Moura (PSC), do senador Eduardo Amorim (PSDB) e do deputado estadual Luciano Pimentel (PSB).


O objetivo da medida é descobrir se há envolvimento dos parlamentares no suposto crime de compra de votos nas eleições de 2014. Uma ligação interceptada pela Polícia Civil, entre apoiadores dos candidatos, serviu de base para apresentação da denúncia pela Procuradoria Eleitoral.





Os parlamentares se posicionaram através de suas assessorias de comunicação por meio de nota. O deputado André Moura, afirmou que, jamais foi intimado para prestar esclarecimentos sobre tal investigação e que solicitará a mais breve conclusão da investigação e uma análise judicial do vazamento da decisão de um ministro do STF.

O senador Eduardo Amorim, afirmou estar de consciência tranquila, justificou que que não é interlocutor em nenhum diálogo interceptado e que prestará, tão logo seja notificado, os esclarecimentos para que a investigação tenha um trâmite rápido. Já o deputado Luciano Pimentel, garante que seus 26.158 votos foram todos frutos do convencimento pessoal e de muitos amigos que trabalharam e que não pode ser responsabilizado por qualquer tipo de afirmação feita em seu nome por terceiros em conversas telefônicas grampeadas.

O fim das investigações de um processo iniciado em 2014 e que ainda tramita nas vésperas de novas eleições, mostrará se os parlamentares falam a verdade. Toda eleição, desde 1998, organizações da sociedade civil, Igrejas, OAB e outros organismos montam comitês para conscientizar a população e combater essa prática.  Com informações do Estadão.

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