segunda-feira, 19 de março de 2018

“Largo da Gente é o presente do governo para Aracaju”, declara Jackson durante inauguração no aniversário da cidade

Finalizando o dia festivo em comemoração aos 163 anos de Aracaju, o governador Jackson Barreto inaugurou o Largo da Gente Sergipana. Projetado pelo arquiteto e urbanista Ézio Déda, o Largo se traduz em um movimento de valorização da cultura popular do estado.

Finalizando o dia festivo em comemoração aos 163 anos de Aracaju, o governador Jackson Barreto inaugurou, na tarde deste sábado (17), o Largo da Gente Sergipana. Projetado pelo arquiteto e urbanista Ézio Déda, o Largo se traduz em um movimento de valorização da cultura popular do estado.

O projeto é uma realização do governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano (Seinfra), da Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (Cehop), do Instituto Banese e da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Reconhecido pelo Conselho Estadual de Cultura como um “monumento voltado para a exaltação da nossa cultura popular”, o Largo da Gente já é considerado uma referência e um novo cartão postal da cidade. Ao lado do vice-governador Belivaldo Chagas e de representantes das oito manifestações culturais homenageadas pelo Largo, o governador Jackson Barreto iniciou o discurso pedindo uma salva de palmas para a vereadora Marielle Franco, morta na última quarta (14).



“Não podemos entregar essa obra sem saudar aqueles que lutam pelo povo. Quero pedir uma salva de palmas para a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco. Essa é uma festa popular e sendo popular, precisamos homenagear as pessoas que têm identificação e luta em favor dos movimentos populares”, disse, relembrando a formação histórica de Aracaju e destacando que obra Largo será objeto de pesquisa e valorização da cultura.

“Hoje, 17 de março, o governo de Sergipe traz um presente de todo o povo sergipano à sua capital, que chega aos 163 anos. Aqui, em 1855, quando Inácio Barbosa corajosamente deu início à instalação da nova capital, existia uma praia de areias alvas. Para vencer as resistências e transpor as barreiras do pessimismo, Inácio logo viria habitar na cidade que tomava forma. A história está didática e modernamente revelada para quem visita o Museu da Gente Sergipana. O presente que, através do meu governo, o povo sergipano faz à sua capital é o complemento aos objetivos do museu. O Largo da Gente Sergipana torna mais abrangente a visão de nossa história, indo ao encontro das suas raízes. Todos os complementos da história sergipana e de nossa cultura estão presentes nessa obra. Aqui neste espaço, que avança pelo Rio Sergipe, estão representantes da nossa cultura popular. Fica aos estudiosos, aos pesquisadores o desafio de mais e mais saírem em busca daquilo que nos caracterizam, dos temas que marcam nossa identidade”, disse. 


O governador destacou, ainda, o crescimento de Aracaju e do estado, o qual atraiu um investimento de R$ 5 bilhões para a construção da termoelétrica. “Daqui, vislumbramos o desenvolvimento de nosso estado com a termoelétrica que surge do outro lado do rio, trazendo com ela uma extensa cadeia produtiva. Ali, na nossa frente, estão trabalhando quase dois mil sergipanos. Um pouco além, outra vez reeditando o pioneirismo sergipano na exploração de petróleo e gás na plataforma marítima, dessa vez, numa distância bem maior, começarão a ser exploradas as jazidas enorme no pré-sal de Sergipe”.

O presente foi recebido com festa pelo prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira. “Como prefeito de Aracaju, só tenho a agradecer ao governo por essa obra. A coragem de Inácio Barbosa, há 163 anos, é a responsável por estarmos aqui. Jackson, muitas vezes há incompreensão com quem olha para o futuro. Não fosse Inácio Barbosa, Aracaju não seria a cidade que é. Não fosse Jackson, esse Largo não estaria sendo entregue hoje. No Largo estão presentes o povo, nossa cultura, o que de mais verdadeiro Sergipe tem, que é sua cultura popular. Nunca devemos esquecer-nos de onde viemos. Essa obra é da cultura popular e dialoga com o futuro, pela beleza arquitetônica. Estou muito feliz. Essa obra vai ser muito importante porque resgata nossa cultura e porque fomenta o turismo”.

Esculturas

O Largo da Gente foi estrategicamente projetado em frente ao Museu da Gente Sergipana - cuja infraestrutura dará o suporte necessário aos visitantes do Largo, incluindo estacionamento, espaço gastronômico e loja com artesanato local -, e sua estrutura oferece, além do píer, uma área de convivência e um atracadouro. O grande destaque são as oito esculturas de representações folclóricas sergipanas: Lambe Sujo e Caboclinhos, Chegança, Cacumbi, Taieira, Bacamarteiro, Reisado, São Gonçalo e Parafuso.
As esculturas são de autoria do artista plástico Tati Moreno. O projeto foi inspirado nas esculturas dos Orixás, localizadas no Dique do Tororó, em Salvador, e recebem a assinatura do mesmo artista. Confeccionadas em fibra de vidro e resina de poliéster, cada uma das esculturas tem 7m de altura e para a instalação foram utilizadas vigas metálicas, o que dá a impressão de que as peças flutuam acima do espelho d’água. Além delas, o Barco de Fogo também é destaque no projeto do Largo da Gente.

O governador destacou o potencial turístico do investimento. “Esse local será mais valorizado na medida em que nele o sergipano reconhecer sua cultura. Para os turistas, ficará como lembrança. Estou muito feliz porque sempre amei muito essa cidade, que me deu tudo e no dia do seu aniversário não podia ter melhor presente do que o Largo da Gente Sergipana. Essas figuras tão expressivas do nosso folclore, da nossa cultura popular, vão servir amanhã para a visita de estudantes, professores, pesquisadores. Estou feliz pelo trabalho de todos que fizeram essa beleza, e do Instituto Banese que patrocinou essa grande obra. Eu tenho a minha visão ampla da cultura, mas evidente que, manter as nossas raízes através dessas esculturas é realmente um maravilhoso presente para Aracaju no seu aniversário".

Investindo na Cultura

No total, foram investidos R$ 6.425.530,80, sendo a parte do governo na obra R$ 2,2 milhões, e o valor restante referente aos recursos de patrocínio do Banese, que possui linhas próprias para esse tipo de investimento e não podem ser utilizadas em outras finalidades de governo.

Para o diretor superintendente do Instituto Banese, Ézio Déda, a obra é um importante projeto do Instituto que contribuirá fortemente no que se refere ao potencial turístico e a valorização cultural de Sergipe.

“Essa é uma proposta integradora que nos remete aos grandes monumentos urbanos nacionais e mundiais. O que pretendemos, entretanto, excede a simples instalação de um novo símbolo de Aracaju. O governador Jackson Barreto, desde o primeiro momento, abraçou um projeto que incorporou o seu programa de governo. Jackson teve a coragem de fincar na Avenida Ivo do Prado, símbolo da história sergipana, as manifestações culturais dessa gente mais simples que carrega com vigor o estandarte da cultura e merece nossa mais profunda reverência”, afirmou.

Trajetória da obra

A ideia do Largo da Gente Sergipana foi um projeto amadurecido ao longo de seis anos, durante o processo de restauração do antigo Atheneuzinho (2009 - 2011), onde atualmente funciona o Museu da Gente Sergipana. Aprovado em todas as instâncias competentes e com todas as autorizações e licenciamentos necessários, o projeto iniciou em outubro de 2017, sob a presença constante do arquiteto e diretor superintendente do Instituto Banese, Ézio Déda.

Das autorizações e licenciamentos compreenderam: o projeto arquitetônico e de urbanização, o estudo das marés, a sondagem de solo para o projeto estrutural e os estudos elétrico e luminotécnico, licença ambiental, autorização pelo Conselho Estadual de Cultura, Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), Capitania dos Portos, Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Toda a parte conceitual do projeto envolveu muita pesquisa sobre a cultura popular em Sergipe, o que ficou sob a responsabilidade da professora Aglaé D’Ávila Fontes e da historiadora Josevanda Mendonça Franco. Elas foram responsáveis pelos trabalhos de pesquisa de conteúdo e produção textual, incluindo a escolha das manifestações culturais que estão representadas pelas esculturas do Largo da Gente Sergipana.

Já o trabalho de produção das esculturas ficou sob a responsabilidade dos artistas plásticos Félix Sampaio e Tatti Moreno. E para atingir com fidedignidade os traços, cores, formas, movimentos e gestos, Tatti Moreno visitou o estado por diversas vezes, em contato com os grupos culturais, para absorver toda a riqueza cultural de cada manifestação.

Presenças

Participaram da solenidades os secretários de Estado de Comunicação, Sales Neto; Turismo, Fábio Henrique; Meio Ambiente, Olivier Chagas; Esporte, Antônio Hora; Infraestrutura, Valmor Barbosa; Inclusão Social, José Felizola; Fazenda, Josué Modesto; Educação, Jorge Carvalho; Governo, Benedito Figueiredo; Controladoria Geral do Estado, Eliziário Sobral; o presidente do Banese, Fernando Mota; o diretor da Aperipê, Givaldo Ricardo; a superintendente da Casa Civil, Conceição Vieira; a vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino; os deputados estaduais Luciano Bispo e Garibalde Mendonça; o deputado federal João Daniel; o comandante da Polícia Militar, coronel Marcony, o diretor da Secult, Irineu Fontes; o diretor do Sergipeprevidência, José Roberto; o reitor da universidade Tiradentes, Joubert Uchôa: professor Dilton Maynard representando a universal Federal de Sergipe;a procuradora geral do Estado, Aparecida Gama e o vereador Antônio Bittencourt.


Da ASN


Nenhum comentário: