quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Com pressão do centrão, Temer tira cargos de infiéis do PMDB

Presidente ainda não definiu se também tirará cargos do PSDB.

Folhapress - Com a pressão de partidos do centrão, o presidente Michel Temer fará a partir da próxima semana trocas em cargos ocupados por apadrinhados de deputados federais do PMDB que votaram a favor do prosseguimento da denúncia por corrupção passiva.

O Palácio do Planalto deve retaliar Celso Pansera (RJ), Laura Carneiro (RJ), Veneziano do Rêgo (PB) e Vitor Valim (CE). Os cargos serão distribuídos regionalmente, ou seja, a parlamentares do centrão que votaram a favor do presidente e são dos mesmos Estados dos infiéis.

O esforço do peemedebista é, assim, tentar reorganizar a base aliada para uma nova denúncia que deverá ser apresentada até o início de setembro pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, desta vez por obstrução judicial.O presidente também quer apaziguar os ânimos dos partidos do centrão, que ameaçam impor derrota ao Palácio do Planalto na pauta econômica, como a medida provisória do Refis, cuja expectativa é de que gere R$ 13 milhões.

Nesta quinta-feira (10), a Executiva Nacional do PMDB também suspendeu por 60 dias os parlamentares do partido que votaram a favor da denúncia. O partido havia fechado questão em votar favoravelmente ao presidente.

Na semana que vem, o Palácio do Planalto também deve acelerar as trocas no segundo e terceiro escalões em outros partidos da base aliada. O peemedebista analisa um mapa de votação preparado pela liderança do governo na Câmara dos Deputados que mostra vinte traições de última hora.

Na lista, estão, por exemplo, Sérgio Reis (PRB-SP) e César Halum (PRB-TO). O presidente ainda não definiu se também tirará cargos do PSDB, partido considerado o principal fiador do governo e que atualmente está dividido sobre o apoio ao presidente.

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