terça-feira, 15 de agosto de 2017

Centrão defende André Moura na articulação em lugar de Imbassahy

Andréia Sadi, G1 - Para garantir apoio futuro ao governo Michel Temer no Congresso, deputados do centrão passaram o seguinte recado ao Planalto: querem a vaga do ministro Antonio Imbassahy (PSDB). Eles têm, inclusive, nome para o posto de articulador político do Planalto: o do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE).

Na semana passada, deputados do centrão se encontraram com o ministro Imbassahy. Ao ministro, os parlamentares cobraram a liberação de cargos para garantir apoio nas pautas caras ao governo, como a reforma da previdência, medidas provisórias, além de já apresentaram a fatura em relação à expectativa de uma segunda denúncia de Rodrigo Janot contra Temer.

Para resolver a primeira questão, o Planalto promete até o final da semana reorganizar a distribuição de pelo menos 150 cargos de segundo e terceiro escalão entre aliados do governo.

Após a conversa com Imbassahy, deputados do centrão discutiram também na semana passada uma segunda questão: querem a vaga do ministro.

Segundo relatos ao blog, a avaliação das lideranças do bloco é a de que o PSDB precisa ser “redimensionado”.

Isso porque os tucanos votaram divididos na primeira denúncia contra Temer, e, mesmo assim, mantêm quatro ministérios no governo: Secretaria de Governo, Relações Exteriores, Cidades e Direitos Humanos.

O centrão defende que o PSDB fique com três ministérios. Os deputados do bloco queriam o Ministério das Cidades, além da articulação política - mas admitem ser difícil conseguir o primeiro, comandado por Bruno Araújo. Por isso, vão bater na tecla da articulação política, ocupada por Imbassahy.

Eles defendem que a articulação política seja comandada por um representante com trânsito entre deputados do baixo clero. Por isso, defendem Moura.

O líder do governo foi elogiado por auxiliares de Temer pela atuação “no varejo” durante o processo para barrar a primeira denúncia da PGR. Ele tem a planilha de cargos dos deputados estado por estado, e atuou junto ao baixo clero em busca dos votos a favor do governo.

Apesar de reivindicarem o cargo de Imbassahy, líderes do centrão admitem reservadamente que ele não deixe a Esplanada. Isso porque avaliam que ele foi leal ao presidente, em meio ao racha do PSDB durante a votação da denúncia.

Mas não fazem comentário semelhante em relação a Bruno Araujo. Um aliado de Temer disse que Araujo, quando da divulgação da delação da JBS em maio, chegou a admitir que sairia do governo a aliados tucanos. Mas recuou.

Por isso, deputados do centrão defendem que Imbassahy seja deslocado para o Ministério das Cidades e o atual ministro, Bruno Araujo, volte para a Câmara e reassuma seu mandato como deputado federal.

O presidente Temer, por sua vez, pediu nos últimos dias ajuda aos seus interlocutores para “acalmar os ânimos” entre os deputados do centrão e o PSDB.


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