terça-feira, 18 de julho de 2017

STF cita Eduardo Amorim e Maria do Carmo em investigação

Senador Eduardo Amorim se declara inocente alegando inexistência de processos.

Cássia Santana , Infonet - Continuam em tramitação procedimentos judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF) que investigam condutas suspeitas dos senadores sergipanos Eduardo Amorim (PSDB) e Maria do Carmo Alves (DEM), que teriam sido beneficiados por ‘Caixa 2’ em campanha eleitoral.
Em relação ao senador Eduardo Amorim também pesa acusação por suposta fraude em licitações que teria ocorrido quando o parlamentar exerceu cargo de secretário da Saúde, durante a última gestão do ex-governador João Alves Filho (DEM) no Governo do Estado de Sergipe.

Em relação a estas questões, há dois inquéritos tramitando no STF. Naquele que envolve suposto ‘Caixa 2‘, no qual os dois senadores são mencionados, os dois últimos movimentos foram registrados nos dias 18 e 19 de abril deste. No primeiro, a senadora Maria do Carmo requer a juntada de procuração com pedido de vista dos autos e, no dia seguinte [19 de abril], encaminhado para a Procuradoria Geral da República.


O inquérito que envolve supostas irregularidades em processo licitatório para aquisição de medicamentos corre em segredo de justiça. O último movimento ocorreu no dia 5 de setembro do ano passado, relativo a expedição de ofício à Procuradoria Geral da República com cópia da Petição do STF.

Defesa

O senador Eduardo Amorim se declara com consciência tranquila em ambas as questões. O senador nega envolvimento com ‘Caixa 2’, diz que se colocou à disposição da Procuradoria Regional da República e revela que tem interesse em que tudo seja apurado. “Se alguém disse que deu recursos, tem que procurar quem recebeu”, reage.

Quanto às supostas irregularidades em processo de licitação, o senador Eduardo Amorim enviou cópia de um documento, que ele declara ter origem no Ministério Público Federal, o isentando de qualquer responsabilidade sobre possível superfaturamento no contrato. No documento, há citações de uso irregular de documentos de pessoas físicas para constituição de empresas para participar de licitações para compra de medicamentos realizada pela Secretaria de Estado da Saúde e também pelo Hospital João Alves Filho [atual Hospital de Urgência de Sergipe] e suposto “conluio para vencer a licitação e fornecer produtos com valores bastante superiores aos praticados em mercado”.

O Portal Infonet tentou ouvir a senadora Maria do Carmo Alves e não obteve êxito. A assessora parlamentar se comprometeu a encaminhar uma resposta ainda nesta terça-feira, 18, mas não se manifestou. 

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