sexta-feira, 14 de julho de 2017

MPE denuncia Gustinho Ribeiro e Valmir Monteiro por lavagem de dinheiro

Acusados teriam desviado verbas de subvenções da Alese.

Cássia Santana , Infonet -
O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o deputado estadual Gustinho Ribeiro (PSD) e o ex-deputado estadual Valmir Monteiro (PSC), atual prefeito de Lagarto, por crimes de lavagem de dinheiro, peculato [abuso de confiança pública] e organização criminosa. Eles respondem a ação judicial por envolvimento em suposto esquema para desviar recursos públicos, classificados como verbas de subvenções destinadas pela Assembleia Legislativa a entidades do terceiro setor.



A denúncia contra os políticos foi encaminhada ao Poder Judiciário pela Procuradoria Geral de Justiça, que, no mesmo procedimento, também inclui denúncia contra dirigentes de entidades beneficiadas por aquelas verbas. Constam no rol dos réus Maria Valdelice Monteiro, Zênia Oliveira Nascimento, Álvaro Brito do Nascimento Júnior, Maria Fausta Dias de Souza, Henio Lemos Calazans Sobrinho e Anderson de Portugal Silva, acusados pela prática dos mesmos crimes atribuídos ao deputado estadual e ao prefeito.

De acordo com a denúncia, três entidades foram beneficiadas com recursos na ordem de R$ 1,490 milhão repassados pela Assembleia Legislativa por indicação dos parlamentares, entre os anos de 2012 e 2013. Foram contempladas com estes recursos a Associação Comunitária e Produtiva Áurea Ribeiro, a Associação Comunitária e Produtiva de São José e a Associação Comunitária Josefa Evangelista, todas com sede na cidade de Lagarto.

Na denúncia, o MPE destaca que os acusados teriam atuado na operacionalização dos repasses, criando “empresas de fachada” e simulando contratos fictícios para prestação de serviços. De acordo com o processo judicial, ficou constatado que os serviços previstos no contrato não teriam sido prestados e que os recursos repassados pelo Poder Legislativo teriam sido sacados da conta bancária e supostamente “desviado em proveito do parlamentar e demais denunciados”.

Cabe ao Poder Judiciário deliberar pela instauração, ou não, de ação penal contra os denunciados pelo MPE.

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