sexta-feira, 7 de julho de 2017

Brasil cresce, domina os EUA e encara a França pelo deca da Liga

Seleção melhora, erra menos e derruba equipe americana em 3 sets a 1 na Arena da Baixada. Rival na decisão venceu o Canadá na outra semifinal.

Renan Dal Zotto queria um time menos instável. Em busca de seu primeiro título à frente da equipe, o técnico quis manter a seleção alerta durante todo o tempo. Vacilos aconteceram, é verdade. Mas, soberano na maior parte do jogo, o Brasil dominou os Estados Unidos e garantiu a vaga na final da Liga Mundial, na Arena da Baixada, em Curitiba. Com uma vitória por 3 sets a 1, parciais 25/20, 23/25, 25/20 e 25/19, o time da casa bateu os americanos e vai em busca de seu décimo título da competição.
O Brasil tenta, então, encerrar um jejum de quase sete anos. Maior vencedora da história da Liga, com nove títulos, a seleção não conquista a Liga Mundial desde 2010 - no ano passado, caiu para a Sérvia na decisão. O rival será a França. A equipe europeia bateu o Canadá na outra semifinal por 3 sets a 1, parciais 25/19, 22/25, 25/19 e 25/21. A decisão está marcada para 23h05 deste sábado, com transmissão ao vivo da TV Globo, do SporTV2 e do GloboEsporte.com.

Wallace, com 18 pontos, foi o maior pontuador brasileiro - Sander, dos EUA, fez 20. Lucão, com 13 pontos, e Maurício Borges, com 12, também se destacaram no triunfo brasileiro.

Brasil erra pouco

Primeiro foi Maurício Souza, com um ace. Maurício Borges e Wallace marcaram na sequência, e o Brasil mostrou força logo de cara, abrindo 3 a 0. Como na partida anterior, contra a Rússia, a seleção da casa entrou bem em quadra. Atenta na defesa e no ataque, a equipe pressionou os EUA e abriu 6/2 até com certa facilidade. Aos poucos, o time americano conseguiu equilibrar a partida e passou a causar problemas para os donos da casa.

Era um bom jogo àquela altura. O Brasl errava pouco, mas tinha um bom rival do outro lado. Também com um time renovado, os EUA mostravam potência, principalmente no ataque. Ainda assim, a seleção da casa abriu 15/12, e o técnico John Speraw pediu tempo. Os americanos ainda tentaram dificultar a vida dos brasileiros, mas ficaram apenas na tentativa. Em mais um erro de saque dos rivais, o Brasil fechou em 25/20.

O segundo set começou tal como terminou o primeiro. O Brasil saiu na frente depois de um erro de saque dos americanos. Wallace, um dos melhores em quadra, marcou duas vezes em sequência e abriu 4/1 para os donos da casa. Os EUA, porém, melhoraram e equilibraram a partida. Passaram à frente pela primeira vez no placar depois de ataque para fora de Wallace (7/6).

A seleção americana, então, abriu diferença. Chegou a ter 12/9 no placar, mas o Brasil foi buscar e chegou ao empate (13/13). Mas, à rede, a seleção falhava. Zerada no bloqueio, a equipe permitiu que os americanos voltassem a abrir vantagem (19/16). Renan, então, mexeu no time. Mandou Renan Buiatti, Raphael e Tiago Brendle para a quadra - o último, por apenas um ponto. Os EUA, no entanto, ampliaram a vantagem. Quando a parcial já parecia perdida, o Brasil deixou tudo igual, em um golpe de sorte de Lucão. Mas de pouco adiantou. Logo depois, o central não conseguiu finalizar, e os americanos fecharam o set em 25/23.

A queda na parcial anterior pareceu ter ligado o alerta no Brasil. Com tranqulidade, abriu 3/0. O técnico americano pediu tempo, mas de poco adiantou. Na primeira parada técnica, a seleção já tinha 8/3 no placar. Na volta, Lucão, com um ótimo saque, ampliou a vantagem. Os EUA lutavam, mas erravam muito, principalmente no saque - àquela altura, eram 15 falhas no total. A seleção, então, se manteve à frente com certa segurança.

Lucão, que pouco havia aparecido durante a campanha até a semifinal, fazia boa partida. Wallace e Lucarelli também. Mesmo assim, os EUA conseguiram tirar a diferença e encostaram no placar. Mas o Brasil se recuperou a tempo da queda de produção e fechou o set em 25/20.

Faltava garantir a vaga na decisão. Os EUA melhoraram, mas o Brasil não se afobou. Sem as falhas de jogos anteriores, a seleção da casa não se intimidou quando se viu atrás no placar. Logo, virou o jogo e abriu 11/8 contra os americanos. Os rivais conseguiram buscar e chegaram ao empate (12/12). O Brasik, porém, se manteve forte. Até o fim, conseguiu dominar o jogo e fechou em 25/19, em ace de Maurício Borges. O sonho do deca está mais vivo que nunca.

Fonte: G1

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