domingo, 2 de abril de 2017

Jackson avalia que “sociedade despertou para o Canal de Xingó”, durante reunião com a presidente da Codevasf

Projeto do Canal de Xingó pretende maximizar a oferta de recursos hídricos no Sertão sergipano a fim de melhorar os Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) na região. Além disso, depois de concluída, a obra poderá levar água a outras localidades do estado como Sul e Centro-Sul.

O governador Jackson Barreto retomou os debates sobre a construção do Canal de Xingó e nesta sexta-feira, 31, recebeu a presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales de São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Marcelino, para discutir a execução do projeto, juntamente com técnicos da área do governo de Sergipe e deputados estaduais e federais.



O projeto do Canal de Xingó pretende maximizar a oferta de recursos hídricos no Sertão sergipano a fim de melhorar os Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) na região. Além disso, depois de concluída, a obra poderá levar água a outras localidades do estado como Sul e Centro-Sul.

“A Codevasf pode contar com todos nós do governo, pois uma vez iniciada, essa obra não vai parar. Só precisamos dar o primeiro passo, pois a sociedade despertou para o Canal de Xingó. É pra isso que estamos juntos nesse debate, reunindo todos aqueles que têm compromisso com o estado e com a gente sergipana. Acho que as explicações foram extremamente inteligentes, do ponto de vista de dividir a primeira fase do projeto em três etapas, porque já mês de outubro, nós estaremos em cima da votação do orçamento da União. Ou seja, com a primeira etapa dessa fase concluída, poderemos buscar recursos para assegurar que, no próximo ano, depois da conclusão do projeto, a obra tenha condições de ser iniciada”, disse o governador.

Jackson garantiu também que buscará apoio para execução das próximas etapas da obra. “Eu acho que o chamamento já foi feito para unidade da bancada de Sergipe no Congresso Nacional, além da participação direta também do governo do Estado. Nós moveremos todos os nossos esforços, não apenas com a nossa bancada, mas também com o nosso relacionamento em Brasília, através do Ministério do Planejamento, do Romero Jucá, homem importante para nosso governo no Senado federal”, articulou.

Empenho do Governo

O encontro desta sexta foi resultado da iniciativa do governador Jackson Barreto, que retomou o debate sobre a importância da obra depois de ler o livro 'Linha Mestra Xingó’, de autoria do engenheiro Renato Conde Garcia. De acordo com o estudo técnico, existe a possibilidade de um colapso hídrico no estado nos próximos anos, mas o Canal de Xingó poderá ser a solução desse problema.

O autor falou sobre a discussão gerada em cima da sua obra e da importância fundamental de Jackson Barreto ao promover o debate. “Esse livro traz questões sobre o São Francisco, alerta sobre o Canal de Xingó e sobre a situação hídrica do estado. Esse alerta veio em bom tempo, e só veio porque o governador levou adiante todo esse projeto que está sendo discutido aqui. Ele chegou em Brasília e divulgou o livro a todos os deputados federais, a todos os senadores e secretários, porque ele viu que o livro trazia propostas que visavam beneficiar o povo sergipano. Sem o emprenho e a ampla divulgação de Jackson, essa mobilização de hoje jamais teria ocorrido”, ressaltou Garcia.

A articulação

No último dia 15, o governador já havia reunido deputados federais e estaduais de Sergipe em audiência com o líder do Governo no Congresso Nacional, André Moura, para debater a obra. Durante o encontro, Jackson enfatizou a crise hídrica que o estado vem enfrentando e disse que, para garantir o abastecimento de água, era preciso que Moura buscasse recursos para execução do projeto executivo e para a construção do Canal.

O requerimento do governo começou a ser atendido nesta quarta-feira, 29, quando houve a confirmação de que André Moura conseguiu, junto ao governo federal, R$ 20 milhões para o projeto executivo do Canal. Dois dias após a confirmação, 31, a presidente da Codevasf foi recebida por Jackson.

“O que viemos discutir com o Governo do Estado foi a elaboração do projeto básico para a execução da obra do Canal de Xingó, da primeira etapa desse projeto que envolve 114km e passa por alguns municípios da Bahia e outros de Sergipe. Nesse primeiro momento, estamos priorizando a execução do projeto, pois, para a obra, os recursos ainda não estão assegurados. O que é importante frisar é que, nesse momento, percebemos uma união e coesão muito grande entre os governos federal, estadual e municipal, com o Congresso Nacional e a sociedade organizada de uma forma geral em torno desse projeto, que vai trazer desenvolvimento para Sergipe. Percebemos que é um momento ímpar para que o estado se junte e una esforços para conseguir viabilizar os recursos da monta de R$ 870 milhões para a execução da primeira etapa da obra”, disse Kênia Marcelino.

A presidente espera que, até o final de outubro ou começo de novembro, o projeto já esteja concluído. “Assim, tentaremos viabilizar junto ao Congresso uma emenda de bancada para iniciarmos essa obra já no ano de 2018. Porém, mais uma vez digo que, para que as obras sejam iniciadas, precisaremos de dotação orçamentária e por isso, mais do que nunca, esperamos a união do Estado para conseguirmos viabilizar os recursos. Vamos tentar viabilizar quer seja através de recursos da União, ou por emendas de bancada”, explicou.

O projeto e a execução

Uma vez finalizado, o projeto do canal contempla, em sua primeira fase, uma construção que abrange desde a captação de água no reservatório de Paulo Afonso (BA), passando por Santa Brígida (BA), Canindé de São Francisco (SE), chegando a Poço Redondo (SE). Nas fases seguintes, o canal se estenderá por Porto da Folha, Monte Alegre e Nossa Senhora da Glória onde irá bifurcar até Carira e Ribeirópolis.

O anteprojeto da fase I do Canal de Xingó, que terá 114,5 km de extensão, já foi concluído pela Codevasf e correspondeu a um investimento de R$ 6,8 milhões. O estudo e relatório de impacto ambiental (eia-rima) já foi analisado pelo Ibama, tendo sido condicionado à emissão de relatório pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Então deverá ser submetido ao Ibama para concessão de Licença Prévia para localização do empreendimento e expectativa é de que essa licença seja concedida até meados de 2017.

Também está em tramitação pela Codevasf a elaboração dos termos de referência para composição do projeto básico do Canal de Xingó da capação ao Reservatório R-5. Essas definições são importantes para a confirmação da vazão a ser aduzida pelo Canal, o que influenciará na elaboração do Projeto.

Após a conclusão dos projetos, a Codevasf dará início aos procedimentos necessários para a elaboração da licitação da obra, cujo prazo de conclusão é de três a quatro anos, e o montante de investimento para a implantação da 1ª fase é estimado em R$ 870 milhões. O diretor da Deso, Carlos Melo, explicou que o Canal de Xingó dará segurança hídrica ao estado, garantindo abastecimento no Sertão a partir das próximas décadas.

“Essa obra é importante para o futuro de Sergipe. Hoje, vivemos uma crise muito grande em função de uma seca severa. O que está garantindo o abastecimento da população sergipana pelos próximos 25 e 30 anos são as obras que estamos fazendo. Mas temos que pensar além. O que ocorre na verdade é que todos os mananciais a exemplo do Centro-Sul, como Lagarto, Itabaiana e Tobias Barreto, assim como os do Agreste, só possuem um horizonte de 25 anos por causa da escassez de recursos hídricos dessas localidades. A importância desse momento de rediscussão do Canal de Xingó é para que ele esteja pronto num futuro mais próximo possível, para que possamos redimensionar o abastecimento humano a partir dos próximos 20 anos”, detalhou o diretor.

Presenças

Estiveram presentes na solenidade o vice-governador Belivaldo Chagas; a procuradora da república em Sergipe, Lívia Tinôco; o secretário da Seinfra, Valmor Barbosa; o secretário da Seagri, Esmeraldo Leal; o secretário da Semarh, Olivier Chagas; o presidente da Cohidro, José Carlos Felizola; o superintendente regional da Codevasf em Sergipe, César Mandarino; o diretor da Área de Desenvolvimento da Codevasf, Marco Aurelio Diniz; o gerente de Implantação de Obras da diretoria de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura da Codevasf, Luiz Augusto Fernandes; o gerente de Estudos e Projetos da Codevasf, Renato Brito Chaves; o assessor do governo em Brasília, Heleno Silva; e os deputados Laercio Oliveira, Jony Marcos e Jaime de Glória.


Com informações da ASN.

texto

Nenhum comentário:

LEIA TAMBÉM