sexta-feira, 10 de março de 2017

Vereadores de Laranjeiras cobram melhorias para o Hospital, soluções para a falta d'água e a segurança

Os vereadores que compõem a base de oposição em Laranjeiras voltaram a cobrar do prefeito Paulão da Varzinhas, na sessão da quinta-feira, (9), o pleno funcionamento do Hospital São João de Deus, que está faltando até medicação para os pacientes; o pagamento de salários dos servidores da unidade de saúde - que estão sem receber há três meses - e que por falta de investimento da Prefeitura, o hospital ameaça fechar as portas, e isso acontecendo, a única alternativa para a população é buscar atendimento em Aracaju.

“É inadmissível a situação em que se encontra o hospital São João de Deus, que depende de repasse da prefeitura para funcionar. Na unidade falta tudo, até medicação para os pacientes. É grave também a falta de pagamento dos servidores que já estão há três meses sem receber. A unidade só não fechou as portas por conta dos abnegados trabalhadores, mas sem material para trabalhar, nos próximos dias isso vai acontecer. Este impasse precisa ser resolvido”, protestou o vereador José Carlos Sizinho Franco (JJ).

Os representantes do legislativo municipal também cobraram do gestor mais empenho para resolver o problema da falta d’água em diversos pontos do município e mais segurança, já que, segundo os vereadores, a violência e o número de homicídios voltaram a crescer em Laranjeiras, observando ainda que o policiamento ostensivo diminuiu e não está atendendo as necessidades da população.


“A população de Laranjeiras sofre com a violência e o prefeito precisa buscar ajuda junto ao Governo do Estado. Precisamos de mais policiamento. Nos últimos meses, percebemos que a violência e o número de homicídios vêm aumentando significativamente. Acredito que, a Guarda Municipal e a Polícia Militar podem trabalhar juntas para garantir a segurança na cidade. Além de tudo disso, há mais de um mês que nem delegado a cidade tem no momento”. Denunciou JJ

Indignado na tribuna da casa legislativa, o vereador JJ também pontuou diversos problemas que a comunidade vem enfrentando com a falta de empenho da gestão municipal. “Outro problema grave enfrentado pela população é a falta d’água. O prefeito precisa cobrar da Deso um melhor abastecimento. Diversas comunidades ficam sem água por vários dias e as contas chegam às residências com valores absurdos. O povo já não sabe mais o que fazer. Portanto, uma medida séria precisa ser tomada. Se o prefeito tiver dificuldade em resolver, deve procurar o judiciário. Esta casa deve enviar nos próximos dias um ofício ao diretor de operações da Deso para que ele venha prestar esclarecimentos e se houver recusa, nós é que vamos procurar a justiça”, acrescentou.

Diante do desabafo do vereador JJ, a vereadora Brasilina Borges reiterou as palavras do parlamentar e acrescentou que a população também não está recebendo mensalmente da Prefeitura as cestas básicas do programa Mesa Farta. “O programa é lei municipal, mas o atual gestor não vem distribuindo as cestas básicas. Por conta disso, o povo vem passando necessidade. Este também é um problema grave que precisa ser resolvido. É inadmissível a população passar por todos estes problemas e a prefeitura permanecer omissa”, ressaltou Brasilina.

Os vereadores Adriano Carvalho e Jânio Dias também se manifestaram a respeito dos problemas neste início de gestão do prefeito Paulão da Varzinhas. “Sugiro que agendemos uma audiência no Ministério Público entre os vereadores, prefeitura, representantes do Hospital e da comunidade para que possamos resolver o impasse e não deixar que aquela Casa de Saúde pare de funcionar. O que está acontecendo é desumano, por que nem todos podem pagar pelos serviços de saúde e as famílias dos servidores sofrem pela falta de pagamento dos salários”, afirmou Adriano.

No pronunciamento, durante esta quinta-feira, o vereador Jânio Dias conclamou por união entre o legislativo e o executivo municipal. “Gente, a situação é grave e temos que nos unir. Este hospital é a única alternativa de atendimento gratuito para aqueles que não podem pagar por um plano de saúde. Por isso, conclamo a todos uma união para não deixar a unidade fechar as portas. O prefeito precisa se sensibilizar”, enfatizou. Com informações da TDantas, ASCOM - CML.



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