segunda-feira, 27 de março de 2017

PRF recolhe 1,8 mil animais soltos às margens de rodovias federais em 2017

Já aconteceram seis acidentes, com dois mortos e dois feridos este ano. Em 2016, foram recolhidos 4345 animais nas rodovias federais.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta para o perigo de deixar animais soltos às margens das estradas. 


Dados atualizados mostram que o caminhão boiadeiro recolheu 1811 animais somente este ano nas imediações das BRs 101 e 235 em Sergipe. Nesse período, foram seis acidentes com atropelamento de animais que deixaram dois feridos e dois mortos.


O caso mais recente aconteceu na madrugada desta segunda-feira (27) quando um motociclista morreu após atropelar um cavalo que estava atravessando a pista no Km 89 da BR-101 em Nossa Senhora do Socorro. Uma mulher que estava na garupa teve ferimentos leves, ela foi encaminhada para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), na capital, onde ela está internada em observação na Ala Verde.

Em 2016, foram recolhidos 4345 animais nas rodovias federais. Os tipos mais comuns são cavalos, jumentos e bois. Os municípios onde é mais recorrente a apreensão de animais na pista são: Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras e Itabaiana.
No ano passado foram registrados 33 acidentes nessa condições com 23 feridos e nenhuma morte. Em 2015, 43 acidentes deixaram 28 feridos e dois mortos.

As pessoas que virem animais soltos na pista podem acionar a PRF nas unidades operacionais ou através do telefone de emergência 191.

Os animais são levados aos currais de prefeituras conveniados com a PRF. Quando o proprietário do animal é identificado, é formalizado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e o caso é encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE). Lá, o responsável vai responder pelos crimes de abandono do animal e por colocar em risco a integridade física de pessoas e do próprio animal.

“Em 2016 foram apreendidos 4.345 animais soltos nas pistas e 90 Boletins de Ocorrência foram encaminhados para o Ministério Público Estadual (MPE) para responsabilizar os proprietários desses animais”, explicou o inspetor da PRF, Flávio Vasconcelos.

G1 SE


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