quarta-feira, 29 de março de 2017

Diretor da Torre diz que Cavo foi beneficiada com pesagem

Diretor da Torre explica que empresas modificaram coleta.

O diretor da Torre Empreendimentos, José Carlos Silva, decidiu quebrar o silêncio para explicar as mudanças na coleta do lixo, que proporcionou o aumento da quantidade do lixo orgânico e o consequente aumento do faturamento da empresa resultante do contrato com a Prefeitura de Aracaju para a coleta de lixo e limpeza da cidade.

Estes procedimentos são alvo de inquérito policial que tramita no Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap),

que investiga supostas irregularidades na pesagem do lixo, que teriam contribuído para aumentar o faturamento da Torre Empreendimentos com o contrato, que passou dos R$ 1,8 milhão para cerca de R$ 3 milhões mensais. As investigações tiveram origem em denúncia feita pela Cavo e o delegado Gabriel Nogueira já ouviu cerca de 30 pessoas, conforme a própria autoridade policial revelou em rápida conversa com a equipe de reportagem do Portal Infonet. O delegado não fala detalhes da investigação.

Para o Portal Infonet, o diretor da Torre Empreendimentos, José Carlos Dias, quebrou o silêncio, estranhando as denúncias da Cavo, e nega irregularidades na pesagem. O diretor da Torre diz que ambas as empresas envolvidas com a coleta de lixo e limpeza da cidade foram beneficiadas com procedimentos novos que teriam sido adotados quanto à pesagem do lixo depois que a empresa foi obrigada a separar o lixo domiciliar [orgânico] dos entulhos e restos de construção, a partir do mês de abril de 2013. “Antes tudo era jogado na Terra Dura”, destacou.

Com as novas orientações dos órgãos fiscalizadores, o lixo orgânico passou a ser separado dos entulhos, ficando o aterro administrado pela Torre responsável para receber os entulhos, colhidos nos pontos de descarte clandestinos existentes em vários locais da cidade, e a Cavo responsável pelo lixo orgânico, segundo José Carlos Dias. “Quando se fez esta separação, tivemos que modificar a forma de coleta e colocamos mais cinco caçambas e três ônibus para ir em cada ponto de lixo”, disse.

Ocorre, conforme as explicações do diretor da Torre, que em alguns momentos o lixo orgânico ficou misturado aos entulhos e, sem condições de separá-los acabou sendo lançado como lixo doméstico e transportado para o aterro da Estre, que seria responsável pela recepção exclusiva deste tipo de lixo. “Foi por isso que aumentou a quantidade e também o valor do contrato. Se existe algo de errado, eles [a Cavo] também são cúmplices porque ganharam também. A Torre teve ganho, eles também e tudo de forma correta”, destacou. “Se criou isso para manchar a reputação da Torre”, comentou.

Mendonça Prado

As investigações continuam. O delegado Gabriel Nogueira ouviu o depoimento do presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Mendonça Prado, sobre o suposto esquema. O delegado informou que outras pessoas serão intimadas para prestar depoimentos nestes próximos dias.

Informações de Cássia Santana, Infonet

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