quarta-feira, 8 de março de 2017

Cidades têm protestos no Dia Internacional da Mulher

Manifestantes pedem igualdade de direitos para as mulheres e criticam a reforma da 
previdência, que aumenta idade para elas se aposentarem.

Integrantes de movimentos sociais e sindicais realizam uma série de protestos pelo país para marcar o Dia Internacional da Mulher nesta quarta-feira (8). Em comum, as manifestações pedem igualdade de direitos para as mulheres. Os atos também tiveram críticas à reforma da Previdência, que pode aumentar a idade mínima de aposentadoria das mulheres. Ao menos 15 estados e o DF tiveram protestos.


Confira como foi em cada estado:


Alagoas
Em Maceió, movimentos sociais e sindicais se mobilizaram em uma caminhada pelos direitos das mulheres e contra a reforma trabalhista. A estimativa da organização é que 1,5 mil pessoas estiveram presentes. A Polícia Militar não acompanhou.

Amazonas


Uma passeata ocorre no Centro de Manaus na tarde desta quarta-feira. A concentração foi na Praça da Saudade. O ato é contra as reformas trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo Temer. Segundo os organizadores, por volta das 16h havia 500 pessoas participando do protesto. A PM contabilizava 200.

Bahia


Um grupo de trabalhadoras rurais protestou nesta manhã na Avenida Getúlio Vargas, em Feira de Santana. Elas são contra a reforma da Previdência. Segundo os organizadores, eram mil manifestantes. A PM não divulgou número de participantes. Em Buerarema, integrantes de movimentos sociais fecharam um trecho da BR-101 por cerca de 40 minutos.

Distrito Federal


Em um ato conta o machismo e pela igualdade de direitos, mulheres se reuniram em um ato na Esplanada dos Ministérios em Brasília nesta tarde. Está prevista uma marcha até a Praça dos Três Poderes. Segundo a organização do protesto e a PM, havia 5 mil pessoas no ato no início da noite.

Espírito Santo


Mulheres fizeram ato contra a violência machista e o racismo na Avenida Beira Mar, em Vitória. As manifestantes também pediam a legalização do aborto, o fim do preconceito contra lésbicas e trans, além de criticarem a reforma da Previdência do governo federal. O G1 não conseguiu contato com a organização, e a PM não contabilizou o número de participantes no ato.

Mato Grosso do Sul

Em Campo Grande, manifestantes fizeram uma caminhada pelos direitos das mulheres e contra a reforma da Previdência. Segundo a organização e a Guarda Civil, cerca de 300 pessoas participaram do ato. 


Minas

Pelo menos quatro atos ocorrem nesta tarde em Belo Horizonte pelo Dia Internacional da Mulher. Um marcha saiu da Praça da Liberdade em direção ao Centro, e uma manifestação ocorreu na Praça da Assembleia. Outra concentração foi na porta da prefeitura, e a agência da Previdência Social foi ocupada. As manifestações são contra as reformas trabalhista e da Previdência, em repúdio à violência contra a mulher e o governo Temer. A PM disse que não vai divulgar número de participantes. Até cerca de 18h, a organização ainda não tinhauma estimativa.


Pela manhã, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram uma fazenda da empresa MMX em Itatiaiuçu, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A coordenação da ocupação afirma que o ato faz parte da Jornada de Luta das Mulheres. São cerca de 150 famílias acampandas na propriedade da empresa, que tem o empresário Eike Batista como um dos acionistas.

Paraíba
Uma manifestação percorreu as principais vias do Centro de João Pessoa nesta quarta-feira, na Parada Internacional das Mulheres. A PM não divulgou número de participantes eo G1 não conseguiu contato com a organização. Também foram registrados protestos nas cidades de Araçagi, Piancó, Pombal, Patos, Guarabira, Cajazeiras e Alagoa Nova.

Paraná
Em Londrina, cerca de 200 mulheres, segundo a organização, se reuniram em um ato no calçadão do Centro da cidade no fim da tarde desta quarta-feira. A PM estima 150 participantes. Deve haver uma passeata que vai terminar na Concha Acústica. O ato é organizado por coletivos feministas.

Em Rolândia, a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres reuniu 400 pessoas em manifestação contra a reforma da Previdência. Em Maringá, houve passeata.

Pernambuco
Integrantes de movimentos, como o MST e a Pastoral da Terra, ocuparam a entrada do prédio da gerência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Recife, nesta quarta-feira (8). O protesto fez parte das manifestações do Dia Internacional da Mulher e é contra a reforma da Previdência. A estimativa de participantes não foi divulgada. O atendimento ao público não foi afetado.

À tarde, houve ainda uma manifestação no Centro da capital, organizada pela Central Única dos Trabalhadores. A Marcha das Mulheres pede o fim do machismo e da violência de gênero no estado, onde ao menos cinco agressões contra mulheres ocorrem por hora. A organização do ato informou que 15 mil pessoas participaram da manifestação, e a PM não dá mais estimativa de público em protestos.

Rio Grande do Sul


No início da noite desta quarta-feira (8), houve um protesto no Centro de Porto Alegre. A concentração ocorreu na Esquina Democrática, no cruzamento da Avenida Borges de Medeiros com a Rua dos Andradas, tradicional ponto de manifestação da capital. A Brigada Militar estima entre 2 mil e 3 mil manifestantes. O G1 não conseguiu localizar a organização.


Pela manhã, uma caminhada fechou a ponte do Rio Guaíba. As manifestantes chegaram ao local em cerca de 30 ônibus vindos de diversas partes do Rio Grande do Sul. Com o bloqueio total da rodovia, uma grande fila de veículos se formou no acesso a Porto Alegre. Conforme a organização, 3 mil pessoas participam do ato. A Brigada Militar não deu estimativa de participantes.

Protesto de mulheres na Esquina Democrática, em Porto Alegre (Foto: Reprodução/RBS TV)

Roraima


Mulheres representantes de movimentos sociais protestaram em frente à sede do INSS no Centro de Boa Vista nesta quarta-feira. Segundo a organização, participaram 500 pessoas. A PM não informou número de participantes. O ato foi contra a reforma da Previdência.

São Paulo


Coletivos feministas e movimentos sociais realizam protestos no fim da tarde desta quarta-feira em São Paulo pela igualdade de direitos para as mulheres e contra a reforma da Previdência e a violência de gênero. Um ato de professores fecha os dois sentidos da Avenida Paulista. Na Região Central, um ato liderado pela Centra Única dos Trabalhadores acontece na Sé.



Tocantins


A capital Palmas teve uma caminhada de mulheres ligadas a movimentos sociais com cerca de 80 pessoas, segundo a PM. A organização do ato não informou estimativa de participantes. O protesto foi contra a reforma da Previdência, o fim da violência contra a mulher e pela igualdade de direitos. Informações do G1.


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