sábado, 10 de dezembro de 2016

Seca em Sergipe é considerada a prior dos últimos 30 anos

As áreas mais afetadas com a redução de chuvas são: sertão, agreste e litoral.

Sergipe vive o ano mais seco das últimas três décadas. As previsões para o ano que vem não são nada boas.

Tomando como base os níveis hídricos e o reduzido volume de chuvas que caiu em todo o Estado em 2016, as perspectivas para 2017 seguem ainda menores.
Os recursos hídricos podem ficar mais escassos, levando o Estado ao sétimo ano seguido de seca.

O período de maio a julho, que registra os maiores volumes de chuva, registrou quedas acentuadas nas três regiões climáticas: no litoral, um déficit de 184 mm; no agreste, redução de 202 mm; e no sertão, diminuição de 140 mm.

Segundo Overland Amaral, coordenador do Centro de Meteorologia de Sergipe (Cemese), isso é consequência do aquecimento global, que tem acelerado as secas extremas em tempo e deficiência, e da redução para menos de 60% da umidade relativa do ar e também os baixos níveis de umidades relativas de vapor.

Há também a preocupação com a prática agrícola no interior. A compactação do solo e o plantio excessivo de sementes por hectare contribuem para que as raízes das plantações não tenham contato com a água, causando morte por inanição.

Este mês, vinte municípios sergipanos decretaram situação de emergência por causa da escassez de água. Para amenizar a situação hídrica do estado, Overland afirma que é necessário investir na recuperação da natureza. “Precisamos o máximo possível reabilitar nascente dos rios e recuperar as águas dos lençóis freáticos e também retomar a preservação de mata ciliar. Na agricultura, atentar para uma maior filtração de água na área de plantio, descompactação de solo e colocar dentro do limite a quantidade de sementes por hectare”, alerta.

2017

Ainda neste fim de ano, estão previstas chuvas isoladas em todas as regiões, dos dias 20 a 24 de dezembro. Para 2017, há a expectativa de chuvas irregulares na segunda quinzena de fevereiro. Para todo o mês de março, estão previstas chuvas mais significativas. Em abril, maio, junho e julho estão concentrados os maiores níveis de precipitações, mas há o temor de que os índices caiam ainda mais.

Informações de Victor Siqueira e Verlane Estácio, Portal Infonet.


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