sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Recursos para término da obra do Centro de Convenções recebe garantia do Ministro do Turismo

Junto ao governador Jackson Barreto, Marx Beltrão visitou o canteiro de obras do Centro de Convenções, a ponte Gilberto Amado e conheceu o Projeto Largo da Gente Sergipana.
O Centro de Convenções de Sergipe (CCS) terá suas obras de reforma e ampliação finalizadas através dos recursos garantidos pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Junto ao governador Jackson Barreto, ele visitou, nesta quinta-feira, 22, não só o espaço de eventos, como a rodovia SE-100, onde será construída uma variante, nas proximidades da ponte Gilberto Amado, para desviar o trajeto e minimizar problemas para a população local, além de ir ao Museu da Gente Sergipana para conhecer o projeto do Largo que será composto por oito grandes esculturas de manifestações folclóricas sergipanas.

As obras do Centro de Convenções de Sergipe (CCS) ocorrem a partir do investimento de R$ 20.775.869,05. Devido ao atraso de repasses, que levaram à paralisação provisória das obras, o governador Jackson Barreto esteve em Brasília, na companhia do deputado federal Fábio Reis, para solicitar a liberação da verba e convidar o ministro do Turismo a acompanhar o andamento da intervenção. Para Marx Beltrão, o fim da obra está garantido e será ainda na gestão do presidente Temer e do governador Jackson.

“É um prazer enorme estar aqui como ministro do Turismo para tentar resolver esse problema antigo do Centro de Convenções. O contrato foi feito em 2013 e o governador tentava resolver esse problema com os ministros anteriores. Sei da importância desse espaço de eventos e parabenizo o governador Jackson pela iniciativa de ter ido ao Ministério do Turismo buscar os apoios necessários para que essa obra tivesse início, meio e fim. Essa obra será finalizada no governo de Temer e de Jackson Barreto”, afirmou Beltrão.



Jackson Barreto falou da importância de trazer o ministro e mostrar, in loco, as necessidades do setor turístico, que aguarda a conclusão das obras do Centro de Convenções para voltar a atrair grandes eventos e colocar Sergipe na rota do trade nacional. “Além de falar das coisas positivas, temos que falar, também, das negativas. Pedimos, então, ao ministro o apoio para que a obra avance e, consequentemente, o turismo estadual avance. E como Marx já deu a palavra que, se depender do Ministério do Turismo (MTur) a obra não vai parar, queremos inaugurar o CCS daqui há um ano. O ministro deu a palavra que a obra não vai parar”, frisou.

O secretário de Estado da Infraestrutura, Valmor Barbosa, explica que ainda resta o repasse de R$ 15 milhões para que o CCS seja concluído, mas que a vinda do ministro tranquilizou a todos, pois os recursos para a finalização da obra foram garantidos. “O problema enfrentado, é que, com os repasses interrompidos, a empresa não tem fôlego suficiente para tocar uma obra desse porte. Mas isso já é algo ultrapassado, pois Beltrão garantiu que, à medida que as faturas forem chegando, o Governo Federal vai analisar e encaminhar os recursos”.

Daniela Mesquita é presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Sergipe (Abih/SE) e conta que a notícia sobre o CCS chega em boa hora. Ela disse que é perceptível o comprometimento do governador em acelerar as obras e também o do ministro, em liberar os recursos para isso. Para o setor hoteleiro, a existência de um Centro de Convenções é muito importante, segundo explica a dirigente, pois movimenta os empreendimentos. “Com o CCS entregue até ano que vem, poderemos captar eventos para 2018. Esse é um anseio nosso, até para colocar Sergipe no hall do turismo de eventos”.

O CCS está sendo reformado e ampliado, passando de 8 mil para 14 mil m² de estrutura, com novos auditórios, além dos quatro já existentes, acomodando 2.300 pessoas, climatização nas áreas internas e externa, construção de estacionamento coberto, passarela, escada rolante e instalação de elevador. São R$ 20.775.869,05 investidos, recursos do Ministério do Turismo e contrapartida do Governo do Estado.

O presidente da Aracaju Convention & Visitors Bureau, Luiz Simões, que é uma entidade com a missão de trazer eventos para o estado, conta que o fim das obras do Centro de Convenções é fundamental. “Perdemos muita competitividade no sentido de trazer eventos, pois o maior espaço aqui é o CCS. Ficamos numa condição de realizar eventos de apenas pequeno e médio portes por falta de espaço. Essa reforma do CCS vem preencher uma lacuna e é um pedido do trade turístico. Ficamos contentes e desejamos que o cronograma não seja sacrificado mais uma vez e que, o quanto antes, tenhamos a obra dentro do prazo”, comentou.

Fonte de geração de renda e empregos, o turismo de eventos é importante tanto para o país, quanto para Sergipe. O segmento contrata mais de 7,5 milhões de pessoas no Brasil. Segundo o secretário de Estado do Turismo, Saulo Eloy, a cadeia produtiva local comemora a novidade sobre as obras do Centro de Convenções. “O CCS mostra que será uma grande ferramenta de atração de turistas e empreendedores, e realização de eventos. Vamos perceber efetivamente a importância desse empreendimento para Sergipe não só através da captação de grandes eventos corporativos, como também como uma artifício de projeção social, melhorando a renda do estado e captando novas receitas”, declarou.

Rodovia SE-100

Do Centro de Convenções, o governador e o ministro se dirigiram a rodovia SE-100, passando pela ponte Gilberto Amado, para conhecer a localidade e visualizar a necessidade da construção de uma variante para facilitar o trânsito local. A ideia é que, com a construção dessa via, condutores deixem de passar na área urbana do povoados Porto do Mato e Porto Nangola, em Estância, para utilizar um desvio.

A justificativa para a construção da variante, que irá contornar os povoados, é que, a inauguração da ponte Gilberto Amado aumentou substancialmente o tráfego de veículos na rodovia, trazendo transtornos aos moradores dos povoados e a motoristas. O investimento para construção é de R$ 10.434.755,76, proveniente de convênio do Estado com o Ministério do Turismo. Além desse montante, está previsto o valor estimado em R$ 1.7000.000 para desapropriações. Assim, o total da obra será de R$ 12.134.755,76. A variante terá extensão de 4,4km. Para que as obras iniciem, o governo aguarda licenciamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Segundo o governador, a preocupação é oferecer segurança à população dos povoados. “ A tendência é, cada vez mais, aumentar o tráfego na área, de modo que é preciso pensar também no futuro das famílias que aqui residem”, pontuou. O secretário da Infraestrutura explicou que a variante possibilitará, também, o crescimento da região.

“Esses povoados são muito pequenos e adensados na beira da pista. São 4km de pista, cheia de quebra-molas nas quais os pedestres dividem espaço com os carros. Ao fazer nova rodovia margeando a área, a tendência natural é crescimento, expansão no comércio e aparecimento de novos negócios. Sabemos da grande burocracia, mas o ministro, graças a sua visão, prorrogou esse convênio, e a Caixa já nos autorizou o dinheiro na conta”, esclareceu Valmor Barbosa.

A região sul litorânea e próxima a divisa com a Bahia chamou a atenção do ministro, que declara que a obra para desvio da rodovia é fundamental. “Nós do Ministério do Turismo estamos à disposição do Governo do Estado para destravar essa e muitas obras de infraestrutura que forem necessárias para Sergipe crescer. Não posso deixar de registrar meu apoio ao governador. Ele tem um aliado em Brasília”, assegurou.

Largo da Gente Sergipana

No estuário do rio Sergipe e em frente ao Museu da Gente Sergipana é projetado um píer com oito estátuas em fibra de carbono das manifestações culturais Lambe-sujo e Caboclinhos, Cacumbi, Taieira, Parafuso, Reisado, Chegança, São Gonçalo e Bacamarteiros. A composição, nomeada de Largo da Gente Sergipana, é um projeto do Instituto Banese e do museu, com objetivo de tornar o espaço um novo cartão postal aracajuano.

Com o objetivo de solicitar apoio do Ministério do Turismo, o governador Jackson Barreto levou Marx Beltrão ao Museu para conhecer detalhes do projeto. De acordo com o diretor superintendente do Instituto Banese, Ezio Déda, as esculturas de sete metros de altura serão instaladas no rio Sergipe, mas não haverá nenhum tipo de aterro, pois a montagem será feita em um píer.

“A construção em frente ao museu dialoga com toda a abordagem de cultura popular que o próprio museu já tem. O projeto acaba coroando o trabalho que foi feito ao longo de três anos, envolvendo vários profissionais, para que a gente pudesse ter um projeto arquitetônico e todos os complementares de engenharia e as licenças de todos os órgãos competentes. É um projeto que está maturado e pronto para efetivamente ser construído”, explicou Ézio.

A ideia, segundo o presidente do Instituto Banese, é construir um píer com atracadouro, com a possibilidade de pequenas embarcações, como os tototós, desembarcarem na área. “Nossa inspiração são os orixás do Dique do Tororó, em Salvador. No caso da capital baiana, a obra está numa represa. Aqui em Aracaju, a ideia é que o Largo fique no estuário do rio Sergipe. Entendemos que faltava algo mais representativo e genuíno aqui. A intervenção vai dialogar com principais equipamentos de cultura, história e turismo de Aracaju, e ficará aglutinado ao complexo histórico. Não vamos ter interferências na navegabilidade e já foi feito estudo ambiental e o impacto das marés”, esclareceu.

O ministro do Turismo afirma que o projeto está aprovado, mas é preciso discutir a questão orçamentária. “Mas o desejo de fazer é muito grande. É um projeto que fomenta a cultura popular sergipana. A localização é no centro histórico de Aracaju, de frente para o museu, que tem toda infraestrutura pronta para receber os turistas. Não poderia haver lugar melhor. Do ponto de vista cultural e turístico, tenho certeza que será um dos grandes cartões postais de Sergipe”. O investimento para execução do Largo é de R$ 7 milhões.

Para o governador Jackson Barreto, o projeto das esculturas é algo que emociona. “O Largo é uma obra que entusiasma, pois dialoga com nossa história e a cultura popular. Afinal de contas, quem é sergipano e for ver aquelas figuras, não terá como não lembrar da infância ao ver cada vertente da nossa cultura popular exposta. É um projeto muito bonito e moderno, e que nos faz reviver algo muito sagrado, que são nossas tradições culturais”, destacou.

O secretário de Turismo, Saulo Eloy, visualiza o Largo como um resgate da origem sergipana, e um espaço que vai aumentar a autoestima da população. “Há perspectivas reais que esse projeto seja colocado em prática. Marx Beltrão veio hoje firmar um compromisso do Ministério do Turismo em Sergipe. Essa obra é um lindo cartão postal, pensado por pessoas sergipanas e para o povo sergipano. Toda a equipe do Ministério ficou encantada com o projeto”.


Informações da ASN


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