segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Crivella nega uso de caixa 2 em campanha de 2010

Candidato do PRB é líder nas pesquisas de intenções de voto para a prefeitura do Rio.

O candidato do PRB à Prefeitura do Rio, Marcelo Crivella, negou neste domingo (23) ter recebido dinheiro de caixa 2 para sua campanha ao senado em 2010.

Por meio de nota, ele rebateu informações publicadas pelo jornal "O Globo" neste domingo.

De acordo com o jornal, em negociações para sua delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Duque disse que recebeu pedido da ex-presidente da estatal Graça Foster para ajudar a campanha de Crivella.

A ajuda teria sido feita por meio do pagamento de gráficas para a produção de 100 mil banners para o candidato. Duque teria dito que o serviço foi pago com dinheiro de propina.

"O senador Marcelo Crivella nunca teve banners pagos pelo esquema que fraudou a Petrobras nem pediu qualquer ajuda para Graça Foster em 2010 e em ano algum", diz a nota enviada pela assessoria do candidato.

No texto, ele defende que, "como senador, já esteve com vários diretores da Petrobras tratando dos interesses do Rio de Janeiro", mas nega ter negociado ajuda financeira para campanha.

Crivella é líder nas pesquisas de intenções de voto no Rio. De acordo com o último Datafolha, do dia 14 de outubro, ele tinha 66% dos votos válidos, enquanto Freixo (PSOL) estava com 34%.

A última pesquisa divulgada pelo Ibope, na quarta (20), mostra redução da vantagem. Segundo o instituto, Crivella tem 61% dos votos válidos e Freixo, 39%.

No sábado (22) a equipe do candidato do PRB divulgou nota para questionar reportagem da revista Veja sobre a detenção de Crivella em 2000, após confusão com invasores de um terreno da Igreja Universal na zona sul do Rio.

O candidato disse que nunca foi preso e que o caso não gerou processo judicial.

Ao comentar o assunto, Freixo disse que o fato citado pela revista é grave e mostra que, ao entrar com um grupo armado no terreno, Crivella se mostrou "um cara perigoso".

Com informações da Folhapress.

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